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LUÍZA FLORES (lover and flowers) - Uma leve bagagem de anos carregados na costa de uma pequenina adolescente tentando suportar o peso da felicidade e amadurecer amando e desamando as desventuras que a vida vem me proporcionando. Tendo sentimentos soltos em meu peito que formam um nó de angustia quase físico, como se fosse algo preso que precisasse se libertar e não soubesse como e, assim, recorrendo às palavras, parece que vem efeito imediato de calma, ainda que temporário. E, então, não bastando Palavras, busco uma tranquilidade verdadeira me envenenando todos os dias daquele que é o pior veneno do Homem: A Escrita misturada com seu amante, O Amor.

Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz. De tanto treinar, acostumei.
Tati Bernardi. (via ivalentim)


Era ofegante lhe amar. Pensar nas palavras certas, no momento certo e no movimento perfeito da boca, sempre pra nunca estragar o que Deus fez perfeito, era cansativo. A respiração acelerava e cansava quando virava de costas, tirava a camisa, colocava o bendito cabelo pra atrás da orelha, me afagava nos seus longos e frios braços, encostava os lábios na minha testa… Era como uma corrida diária de 10km que me fazia suar e me pedir água, mas me dava energia pra continuar e correr mais no próximo dia. Você era praticamente da velocidade de uma montanha-russa, do percurso de uma, dos rodopios, das quedas e principalmente da adrenalina, da emoção e do medo que me causava.


Ontem você saiu, pegou os chinelos, demorou mais de cinco minutos no banheiro. Eu gritei e você não respondeu. Não devolveu as sandálias pro lugar ao lado da minha e nem voltou pra cama. Disse que não era o momento de ser meu e usou as benditas palavras: Eu quero viver…  Hoje você vive. Me liga. Me pede beijo. Me diz que sou perfeita. Mas de tanto esperar você voltar a esfriar meus pés e entrelaçar minhas mãos, eu cansei! Esperei deitada, sentada, em pé e logo deitei, cansei, dormi. O ticket da montanha-russa acabou, o carrinho voltou, a respiração acalmou e eu voltei pro solo firme e nem tão perfeito assim.

Ontem você saiu, pegou os chinelos, demorou mais de cinco minutos no banheiro. Eu gritei e você não respondeu. Não devolveu as sandálias pro lugar ao lado da minha e nem voltou pra cama. Disse que não era o momento de ser meu e usou as benditas palavras: Eu quero viver…
Hoje você vive. Me liga. Me pede beijo. Me diz que sou perfeita. Mas de tanto esperar você voltar a esfriar meus pés e entrelaçar minhas mãos, eu cansei! Esperei deitada, sentada, em pé e logo deitei, cansei, dormi. O ticket da montanha-russa acabou, o carrinho voltou, a respiração acalmou e eu voltei pro solo firme e nem tão perfeito assim.

Você não tinha cavalo branco, armadura, espada e nem coroa, mas era um verdadeiro e perfeito príncipe pra mim.

Você não tinha cavalo branco, armadura, espada e nem coroa, mas era um verdadeiro e perfeito príncipe pra mim.

Eu te amei. Eu te amei muito. E há quem diga que eu ainda te amo. Você só não é mais perfeito. Só não tem mais braços longos e frios, pelo menos os meus braços longos e frios. O seu sorriso não pára o mundo e sua mão não me tranpostar pra uma outra realidade. Você só me traz saudade da venda que eu coloquei no rosto por pensar que um dia a perfeição existisse e que ela existiria em você.


Todo dia eu penso: podia sentir menos e menos e menos. Mas não adianta, tudo me atinge, abala, afeta, arrebata, maltrata, alegra, violenta de uma forma absurda e intensa. Nasci pra ser intensa e dramática.
(Clarissa Corrêa)

(Source: clarissacorrea)



Marilyn Monroe, 1953.

Marilyn Monroe, 1953.